sem título (ou a crónica da solidão construtiva)
Um daqueles longos dias...
Tomava um duche e tentava chegar com o puff bem ensaboado ao meio das costas.
A cabine era minúscula e qualquer tipo de movimento originava uma valente cotovelada nas paredes de acrílico. Depois de tentar vários ângulos, desistiu. Estava sozinho. Vivia sozinho. Ninguém em casa. E pensou: "Ora bolas, que jeito me dava alguém para me esfregar as costas..."
Tomava um duche e tentava chegar com o puff bem ensaboado ao meio das costas.
A cabine era minúscula e qualquer tipo de movimento originava uma valente cotovelada nas paredes de acrílico. Depois de tentar vários ângulos, desistiu. Estava sozinho. Vivia sozinho. Ninguém em casa. E pensou: "Ora bolas, que jeito me dava alguém para me esfregar as costas..."

2 Comments:
Ai isso de não chegar a todos os lados das costas premeou-me com uma queimadela em forma desfigurada no único dia que fui à praia este ano...
Adoro quando escreves ;)
Pois sim, faz falta muitas vezes alguém para nos esfregar as costas!
Beijinhos
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