quinta-feira, julho 03, 2008

sem título (ou a crónica da solidão construtiva)

Um daqueles longos dias...
Tomava um duche e tentava chegar com o puff bem ensaboado ao meio das costas.
A cabine era minúscula e qualquer tipo de movimento originava uma valente cotovelada nas paredes de acrílico. Depois de tentar vários ângulos, desistiu. Estava sozinho. Vivia sozinho. Ninguém em casa. E pensou: "Ora bolas, que jeito me dava alguém para me esfregar as costas..."

2 Comments:

Blogger Cris said...

Ai isso de não chegar a todos os lados das costas premeou-me com uma queimadela em forma desfigurada no único dia que fui à praia este ano...

Adoro quando escreves ;)

3:41 p.m.  
Blogger Inês Rosa said...

Pois sim, faz falta muitas vezes alguém para nos esfregar as costas!

Beijinhos

2:13 p.m.  

Enviar um comentário

<< Home